quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Psicopata assassino comeu o sogro na casa de Sintra

A fotografia de Anatoliy Bobrysh deu entrada no sistema de desaparecidos da Judiciária em Maio de 2005. O ucraniano de 51 anos ficou sozinho em casa, em Almoçageme, Sintra, enquanto a mulher e a filha foram uns dias à terra natal.

Restava-lhe a companhia do genro e vizinho, de 30 anos – que, sabe-se agora, é canibal. Comeu o sogro, serrou-lhe os ossos e deitou-os fora dentro de vários sacos do lixo.

Quando entrou em Portugal, há cerca de quatro anos, o assassino já carregava suspeitas pela morte violenta da mulher do chefe, na Ucrânia. Este imigrante chegou ilegalmente ao nosso país e instalou-se com a família na pacata vila de Almoçageme, nos arredores de Sintra. Mas a mulher já lhe pedia o divórcio em Maio de 2005, até que este apanhou o sogro sozinho.

Primeiro matou-o, depois comeu-o. Serrou-lhe os ossos e dividiu o cadáver entre vários sacos do lixo – antes de os deitar fora numa zona de mato na localidade de Loureira, Almoçageme. E só “contou o crime a um amigo”, adianta ao CM fonte policial.

Mas em 20 de Agosto do ano passado o canibal voltou a matar. Trabalhava como jardineiro até à manhã de segunda-feira em que decidiu esventrar a patroa com a faca da cozinha, numa vivenda da Praia Grande (ver página ao lado).

Este crime lançou a secção de homicídios da Judiciária para mais de dois meses no terreno – o imigrante foi apanhado a 7 de Novembro. “Psicopata e um assassino em potência”, como é descrito nos exames psiquiátricos feitos já na cadeia de Caxias, ainda puxou fogo ao cadáver da patroa para simular um incêndio. Não enganou a PJ e, depois de andar fugido, a 7 de Novembro foi apanhado.

Quando prendeu o assassino no ano passado, a Judiciária não conseguiu logo provas que ligassem os vários crimes, até porque o cadáver do sogro continuava desaparecido. E o mistério desfez-se “há cerca de um mês”, no dia em que os bombeiros de Almoçageme foram apagar um incêndio em zona de mato. Lá estavam os restos de Anatoliy. Ossos serrados e a marca que o distinguia – foi identificado numa análise feita na Ucrânia pelas quatro coroas de prata no maxilar superior.

Outra certeza: aquele homem foi comido. Deixou mulher e filha – a primeira faz limpezas e a segunda trabalha num café de Almoçageme – enquanto o genro canibal está preso em Caxias. Já foi interrogado por mais um crime e a PJ espera informações da Ucrânia para saber se há mais casos de canibalismo naquele país. É “um psicopata nato e seguramente ia continuar a matar”.

JÁ ESTAVA PRESO POR ESVENTRAR A PATROA

O ucraniano era conhecido na Praia Grande, Sintra, e tratava do jardim a várias pessoas – entre elas uma mulher de 65 anos, sempre sozinha na sua grande vivenda. Na manhã de 20 de Agosto de 2006, uma segunda-feira, o psicopata foi à cozinha e assassinou a patroa indefesa com várias facadas no peito, conforme o CM noticiou na altura. Cobriu-a depois com roupa e deitou-lhe fogo.

A vítima foi primeiro levada para o quarto, “mas a falta de oxigénio no local não permitiu que o corpo ficasse carbonizado. E quando foi descoberta tinha apenas algumas queimaduras”, segundo fonte da PJ. Depois de ter feito tudo para encobrir o homicídio, o assassino que se descobriu agora também ser canibal ainda tentou incendiar toda a vivenda, abrindo os bicos do fogão.

Quando os bombeiros de Almoçageme (os mesmos que há um mês descobriram noutro fogo os ossos do sogro do homicida) chegaram ao local, chamados por uma empregada, encontraram apenas pequenos focos de incêndio – prontamente dominados. O cão da dona da casa estava na casa de banho e foi o primeiro a ser encontrado morto, intoxicado pelo gás, e a porta do quarto estava trancada. Teve de ser arrombada, já na presença da GNR. Mas a investigação transitou para a PJ – e logo nessa tarde foram recolhidos vestígios do crime e interrogados vizinhos.

Tudo apontava para o jardineiro, mas o ucraniano não foi fácil de localizar. Uma brigada da secção de homicídios apanhou-o finalmente a 7 de Novembro do ano passado. Já está preso em preventiva há mais de um ano. E responderá ainda por ter comido o sogro.

CRIME CHOCOU OS VIZINHOS DA PRAIA GRANDE

O ucraniano era conhecido na Praia Grande por tratar dos jardins das vivendas – os moradores estavam longe de imaginar um perigoso assassino em série. A PJ sabe agora que o imigrante é também um canibal”

Este crime não chamaria a minha atenção (os crimes são diários e a todas as horas, o povo já está habituado) se não fosse um aspecto importante:

Pelos contornos deste crime se eu fosse familiar da falecida “patroa”, eu tentaria meter em tribunal o estado português. Obviamente que o nosso governo não pode ser culpado pelos devaneios de determinados indivíduos, mas neste caso em particular um governo serio poderia ter travado este crime e não o fez. Não o fez porque não há vontade política para controlar o crime que é a imigração ilegal (sim é crime!! todo aquele que entra nas nossas fronteiras ilegalmente está a cometer um crime previsto no código penal, mas só escrito no papel porque ninguém ousa punir ninguém... ainda são apelidados de racistas ou intolerantes e isso pode ser um problema...) nas nossas fronteiras. Se este senhor fosse barrado na fronteiro por tentativa ilegal de entrar em Portugal este crime pela certa não aconteceria certo? Mesmo se este individuo tentasse usar a velha formula do “venho apenas de visita”, este senhor seria barrado de igual forma na fronteira. Porque? Simples, em países com governos sérios, qualquer individuo seja em ferias, seja para trabalhar, tem que se fazer acompanhar pelo seu registro criminal, (estou me a lembrar de uma banda que eu aprecio, que devido ao vocalista ter antecedentes criminais, não realizou a tur nos EUA) e o visto caso este não pertença a EU. Mas como eu disse anteriormente, estas medidas seriam tomadas com firmeza por governantes sérios o que não é o caso de Portugal. Para aumentar o meu repudio por estes governantes, é que depois do crime consumado, vão fazer o que deveria ser procedimento estandarte do SEF logo na fronteira, ou seja entrar em contacto com as autoridades, cruzarem informações, avaliar registros criminais.

O estado português deveria ser chamado ás suas responsabilidades que a meu ver é tão ou mais culpado que o próprio assassino, porque proporcionou condições para que estes dois homicídios fossem cometidos em solo português.

VD

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